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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

REPETECO CAMPING ZÉ ROQUE - JOANÓPOLIS S.P


 Nosso repeteco em Joanópolis começou a ser traçado logo que chegamos da nossa ultima acampada no Fazenda das Pedras, para quem leu, vai lembrar, saímos logo de manhã do fazenda para ir no aniversário de uma amiguinha da Isa e do Dudu.
 Pois então, nesse aniversário encontramos a família do Luís, Keller e suas filhas Isabela e Olivia, amiguinhas de creche da Isa e do Dudu, na conversa na mesa, comentamos que havíamos acabado de chegar de uma acampada, o Luís se lamentou que havia perdido uma oportunidade de ir acampar com as crianças, por falta de equipamento e receio de acampar com as crianças, sendo ele um dos campistas da antiga, que ainda não havia tido a possibilidade e oportunidade de mostrar um camping para as filhas e a esposa.
 Quem nos acompanha em nossas postagens, sabe que temos por habito, em algumas acampadas, levar amigos para apresentar ao mundo campista, assim como fizemos com os "Guidettis", criamos ali uma oportunidade de levar mais uma família ao camping, e logo agendamos para o próximo final de semana mais essa acampada.
 Durante a semana que antecedeu essa acampada, foram diversos as trocas de e-mail e telefonemas do Luís com suas duvidas e preocupações sobre o que levar, e como seria essa acampada, ainda mais ele sendo pai de duas meninas com idades de 5 e 2 anos.
 Decidimos um repeteco em Joanópolis, afinal mês de Agosto, de cachorro louco sem ir na terra do lobisomem é a mesma coisa de fevereiro sem carnaval.
 Nessa viagem, levei todo meu equipamento possível, as duas barracas Quéchua (T6.2 e a 2"XXL IIII), alem da gazebo, e mais o restante da tralha).
 Assim que terminávamos de montar a T6.2, a família do Luiz chegava ao camping, e assim rapidamente com a ajuda de todos, montamos rapidamente nosso acampamento, nessa primeira noite de sexta, somente nós habitávamos o camping do Zé Roque.












 Para abrir a primeira noite, fizemos um churrasco de praxe, acompanhado de cerveja, muita conversa e as crianças mais do que entrosadas brincando em volta da barraca, o frio ao lado do riacho acabou fazendo com que todos se recolhecem mais cedo, conseguimos registrar 8ºC no termômetro ainda no comecinho da noite, a sensação térmica era de bem menos.


 O Sábado amanheceu com o Sol esquentando nossas barracas, mesmo a preguiça tentando resistir ao calor, logo as crianças já fizeram todos levantar. Enquanto preparávamos o café da manhã, mais um grupo de campistas chegavam ao Zé Roque, Alguns jovens desse grupo logo nos identificaram ao ver os adesivos do camburão com o logotipo do nosso blog, alguns deles se aproximaram para nos conhecer e puxar conversa, ficamos muito contentes em saber que acompanham nossas postagens, e com isso pudemos ajuda-los na escolha de um destino para acampar, alias uma excelente escolha terem vindo ao Zé Roque.




























 Assim que terminamos o café, com as crianças ansiosas, fomos logo rever a cachoeira, e apresentar o local a nova família campista. Na cachoeira, as crianças corriam a nossa frente explorando a região, enquanto nós adultos venerávamos os caprichos da natureza, e a preservação do local, por sorte ainda recebemos a visita de um simpático e curioso esquilinho.
 Infelizmente por conta do frio, as águas do riacho estavam completamente geladas, e as crianças não puderam se molhar nem brincar nas águas amadeiradas da cachoeira.
Apesar da vontade enorme de colocar a Andreza debaixo do "Tibum", o frio e o bom senso me impediram de fazer isso, aliás se realmente o fizesse, com certeza acabaria em divorcio, melhor não cutucar Dona Onça com vara curta.



 No caminho de volta ao camping, as crianças ainda brincaram no parquinho, e andamos de pedalinho, a idéia era passar o dia na cidade, mas, resolvemos tirar esse Sábado para ficar no camping deixando as horas passar e as crianças a vontade para brincar.
 Assim que chegamos a barraca, recebemos a visita da nossa amiga do grupo de blogs do face, a Luciana F. Silva, um exemplo de mãe,  determinação e simpatia, que enfrenta qualquer problema de acessibilidade para poder promover a sua filha momentos de lazer e contato com a natureza, enfrentando qualquer obstáculo possível,  não perde uma boa acampada.
 Segundo a Luciana, ela tem o projeto de fazer um blog sobre acessibilidade no camping, estamos aguardando ansiosos por seu blog, tenho certeza que logo estará disponível na internet.




 Nosso almoço/janta, mais uma vez foi churrasco, muita conversa e histórias rolaram junto com as águas do riacho, aliás esse de tão gelado, não precisaríamos nem de gelo para para manter a ceva gelada, bastaria apenas uma cordinha e deixar as garrafinhas na correnteza.
 A segunda noite, devido ao almoço tardio, pulamos a janta e fomos direto a noite dos petiscos, para as crianças, fizemos uma sessão pipoca, e assim conseguimos com tranquilidade poder aproveitar mais uma noite de céu estrelado, com o barulhinho das aguas do riacho.
 As crianças depois de mais um dia de muita brincadeira e aventura, se rendiam ao sono, e logo colocamos os pequenos para dormir, e com mais uma noite fria, os adultos também se recolheram.



















 O domingo foi de mais uma manhã quente, logo depois do café, colocamos abaixo o acampamento, as crianças ainda queriam andar a cavalo, sendo esse um dos pedidos que a Isa já havia fazendo desde de que saímos de casa.
 Desejo pedido é desejo realizado, ainda mais quando pedido com abraço e beijos nesse papai de coração mole, pegamos dois mansos cavalos e colocamos as crianças para andarem, dava para ver a felicidade no sorriso dos pequenos, retribuíndo nossos esforços de correr de um lado a outro guiando os cansados cavalos.



 Depois do passeio a cavalo, terminamos de arrumar as tralhas no carro, e ainda na hora de fechar a conta, resolvi tirar uma sarro do invocado papagaio que não gosta de ser chamado de "Loro José", acabei tomando uma surra do mesmo.



 Na cidade fizemos uma parada no "Empório da Cachoeira", e como sempre, fomos calorosamente recebidos pelo Brás e sua esposa Vanda, esse senhor carismático que com muita piada e simpatia, vai rapidamente cortando e servindo diversos tipos de queijos, licores e cachaça para se degustar e assim cativando e conquistando a amizade de seus clientes. Sendo impossível sair de lá sem trazer uma sacola cheia dos deliciosos queijos de fabricação artesanal, potes de doces ou de licores e cachaças artesanais. Sempre que vamos a Joanópolis, essa é uma das paradas consagradas, quase um ponto turístico dessa pequena e charmosa cidade que nos conquistou, desde a época de namoro.


  




Decidimos almoçar no Caipirão outro lugar que já faz parte oficial do nosso roteiro quando vamos a Joanópolis, lá as crianças puderam dar ração aos peixes, que de tão acostumados a fartura, logo que se chega próximo ao tanque, já ficam na espera com as bocas abertas pedindo comida.
 O almoço no caipirão é cobrado por pessoa RS25,00, comendo a vontade, mesa de saladas super variada, e o gigante fogão de lenha, sempre reabastecido com o mais diversificados pratos possíveis, desde massas até a mais típica comida mineira, e quando você acha que não vai caber tanta comida na barriga, é só dar uma passadinha na mesa das sobremesas, que na hora você encontra um espacinho para mas algum doce caseiro.
 Como sempre, saímos do caipirão estupefatos da boa comida, enquanto as crianças jogavam mais um pouco de ração aos peixes, aproveitávamos para fazer digestão nos estratégicos bancos de madeiras com encosto reclinado para facilitar a cesta.


Decidimos ainda dar uma passada na lojinha do lobisomem que fica ao lado da igreja matriz da cidade, lá as crianças se divertiram com o boneco gigante do lobisomem, alem das diversas lembrancinhas e artesanatos vendidos no local, não conseguimos sair de lá sem que as crianças comprarem suas camisetas do lobinho.








E assim terminou mais uma de nossa aventuras, junto com nós o Luiz, Keller e suas pequenas (Isabela e Olivia).
 Sem esquecer que na hora da partida, ainda tivemos uma surpresa, no carro do Luiz, um refugiado, que não aguentava mais ter de dividir as atenções de sua dona (proprietária da lojinha do Lobisomem), com o Lobisomem, felizmente ele se escondeu dentro do carro, porque se fosse no porta-malas, só o teríamos achado aqui em Campinas.

Considerações Finais:

Sobre o camping.
-Tem bastante pontos de tomadas, tanto 110V quanto 220V.
-O fogão a lenha é de uso comunitário, fica aceso o dia todo, dentro dele ainda passam as tubulações que aquecem a água do chuveiro, experiência única.
-Os banheiros são limpos várias vezes ao dia, e o chuveiro aquecido no fogão a lenha é indescritível de tão bom, com agua numa temperatura gostosa e relaxante.
-Preço do carvão (atualizado 30/09/13) saco de 4kg por R$10,00 | saco de 2,5kg por R$8,00
-Gelo 5kg por R$8,00
-Diária no camping por R$15,00
A pedido da Cristina (Nora do Zé Roque), o horário de chegada ao camping fica estabelecido até as 20:00, fora desse horário, ligar avisando o atraso.

Camping Zé Roque - Joanópolis - SP.
Coordenadas para GPS 22.963477S 46.172273W
Telefone (11) 4539-3429, O camping do Zé Roque não tem site.

Abraços.
Família Costa.




sexta-feira, 8 de junho de 2012

CAMPING DO ZÉ ROQUE (PARTE 3)

 Pais descansados, crianças acordando e o Sol já indo embora, devido a falta de recursos necessários para se fazer uma janta decente na barraca resolvemos ir a cidade não só para comer alguma coisa, mas também mostrar as crianças as tradições das comemorações da Pascoa em uma cidade de interior, e por sorte era a noite da Vigília Pascal, mesmo sendo um católico não praticante e a muito afastado da igreja, ainda sim sigo algumas tradições.
 O frio da noite havia chegado ao camping, todos agasalhado e prontos para mais um passeio. Saímos do camping já a noite, a estradinha sinuosa e vazia somente a luz do farol do carro e a claridade da Lua Cheia iluminando o caminho, minha filha Isadora lembrando das histórias de Lobisomem que tínhamos contado para ela, até um certo momento se mantinha repreensiva olhando pela janela do carro a penumbra das montanhas entre uma curva e outra, quando perguntado se ela estava com medo, veio a resposta.

 "-Papai, a gente tá na cidade do Lobo Mal, mas o Lobo Mal daqui é bonzinho..." 

 Depois de quase 1/2 hora, chegamos ao centro de Joanópolis, ao contrário do camping, lá estava calor, as blusas ficaram no carro e saímos para dar uma volta na praça, aliás, o mais tradicional dos passeios em cidades do interior é dar a "volta na praça". De inicio a praça estava vazia, mas com aproximação do horário da missa, as pessoas começaram a aparecer, alguns adolescentes circulavam a praça de carro, enquanto as meninas andavam em duplas pelo meio da praça jogando o tímido charme de interioranas aos garotos. Fomos então explicando para as crianças que ao contrário da nossa rotina de cidade grande, onde damos "volta" no shopping, lá as pessoas preferem a praça, onde ao contrário de nós urbanóides, eles interagem muito mais com seus amigos, vizinhos e conhecidos criando um clima descontraído e muito gostoso. Apresentamos o ponto máximo de entreterimento local para as crianças, algo inéditos para eles, o CORETO.



 As crianças logo fizeram amizade com outras que ali estavam acompanhando seus pais que logo  assistiriam a missa da Vigília, brincaram de correr dentro e fora do Coreto, até que em um certo momento, apareceu um sapo na praça. Nova descoberta, a partir dai começaram a brincar de imitar o sapo pulando, era um pulo mais desajeitado que outro, a alegria corria solta, e como pai, eu vi a qualidade de vida que uma criança do interior pode aproveitar, mesmo estando longe de shoppings, cinemas e do agito das cidades grandes. Até eu e minha esposa entramos no clima bucólico da cidade e conseguimos namorar um pouquinho na tranquilidade da praça. Em meio ao momento romântico, surge as badaladas do sino da igreja convocando a todos para o inicio da celebração.
 Em frente a igreja surge uma fogueira, o povo se reúne com velas apagadas na mão, o padre aparece junto com seus coroinhas, ministros, beatos e beatas.
Meu filho Dudu pulando no meu colo apontando para fogueira louco de vontade de ir jogar alguma coisa no fogo, e minha filha Isadora segurando firmemente minha mão assustada com toda aquela estranha movimentação, solta a pergunta.
  "-Papai, eles vão caçar e matar o Lobo Mal ?". Algumas pessoas que estavam próximos caíram na gargalhada com a inocente pergunta da Isa.
 Resolvemos então comer um lanche no quiosque que fica do lado esquerdo da igreja, pena nesse momento ter acabado a bateria da câmera, mas fica meu relato e a imaginação do amigo leitor nesse momento. Logo de cara tinha uma peça de pernil defumada inteira sob o balcão, o cheiro exalava gostoso para quem se aproximava, não tive outra opção com a boca cheia de agua senão pedir o tradicional lanche. O chapeiro com toda habilidade de um samurai cortava inúmeras e finas fatias que caiam sob chapa quente, juntada a mais uma generosa quantidade de vinagrete, o cheiro delicioso fazia o estômago vazio roncar de fome, e para acompanhar esse delicioso lanche, no mesmo quiosque tinha um bico de Chopp, delicioso e bem cremoso, chopp escuro tirado da maneira certa e na temperatura certa. E tudo isso no conceito (3B -bom, bonito e barato), com fartura e preço justo.
 Assim que os fiéis entraram na igreja que se mantinha escura, sendo apenas iluminada pelas velas já acesas nesse momento, resolvemos que já era hora de ir embora, infelizmente precisávamos passar em algum caixa eletrônico, o que em Joanópolis não existe, tivemos de ir até Piracaia, foram +/- uns 45min de Serra, estrada bem sinuosa e com curvas fechadas. As crianças pegaram no sono, chegamos no camping quase 1:00am de Domingo, no camping já havia um pouco de serração, fomos dormir, acho que essa foi a noite mais gelada que passamos numa barraca, por sorte levamos bastante cobertores e tínhamos outros tantos de agasalhos. Por conta dos 3 copões de chopp que tinha tomado, precisei ir inúmeras vezes ao pasto dar uma molhada na arvore, em uma das vezes que sai da barraca no meio da noite, a serração tinha tomado conta do pasto, visibilidade era de uns 3 ou 4 metros a frente, lembro que fui até a arvore e já não dava p/ enxergar a barraca.
 Passada a noite gelada, lonas externas da barraca úmidas pelo forte orvalho, resolvemos nos despedir da cachoeira, ficamos lá até próximo das 11:00am, voltamos ao camping apreciando cada passo dado no caminho e já planejando um retorno próximo. Hora de arrumar as coisas e pegar estrada, enquanto minha esposa arrumava as malas e esvaziava os colchões, eu desarmava a barraca, nesse momento já bem seca, todos os cuidados necessários p/ guarda-la, boa parte dos campistas já tinham ido embora, e outros como eu arruando as coisas para bater em retirada, apenas alguns poucos campistas ainda resistindo p/ irem embora. São Pedro camarada dessa vez foi legal, somente deixando cair a chuva bem no finalzinho do feriado, por sorte eu já estava com todas as coisas no carro. Resolvemos antes de pegar estrada p/ casa almoçar no Caipirão e comprar algumas lembranças na cidade.


As crianças ficaram encantadas logo que chegamos ao Caipirão por conta do lago com Carpas, por ser Domingo o restaurante estava cheio, tinham bastante crianças correndo em volta do lago, algumas numa cobertura ao lado do lago faziam da rede um balanço. Eu e minha esposa com fome, logo tratamos de entrar no restaurante, pegar uma mesa e correr para o fogão de lenha. Já conhecíamos o restaurante de algumas estadias anteriores que ficamos na cidade em chalés, uma em 2002 e outra em 2004. A qualidade do restaurante continua a mesma, logo na entrada uma mesa com aperitivos e pingas feitos na região, ótimo p/ abrir o apetite, o fogão de lenha gigante, com diversas opções de massas, arroz, e carnes, alem de uma mesa enorme de sobremesas. Impossível de não perder a boa educação e repetir o prato ou mesmo de fazer pratos monstros e mandar as favas meses de regime e saladinhas. Mais um restaurante no conceito (3B), preço justo e comida farta, deliciosa, alem do excelente tratamento e rapidez no atendimento.
Logo que começamos almoçar, houve um principio de correria, um casal de pais e avós que ali almoçavam, correndo acudir uma menina que acabara de cair no lago, ela era uma das crianças que faziam da rede um balanço de parque, tinha tudo para dar errado, "Muphy" também estava almoçando lá. Depois do almoço, barriga cheia, hora de descansar nas dependências externas ao restaurante.

Os bancos tem uma leve inclinação p/ traz, fazendo assim diminuir a pressão sob a barriga cheia, alem de que ficam de frente ao lago que tem uma pequena cascatinha, e o barulho da agua caindo causa uma gostosa sensação de sono.





Na janela que da acesso a área administrativa do restaurante, tem um funcionário lá que te dá um balde com ração p/ jogar as carpas, essas de tão acostumadas que estão de sempre estarem sendo alimentadas pelos clientes, logo que se chega na beira do lago, elas já ficam no aguardo com a boca aberta pedindo comida, de tão domésticas que estão é possível passar a mão nelas.





Sem choro, hora de ir embora, mais uma passadinha na loja do artesão, as crianças queriam se despedir do Lobo Mal, e a Andreza louca p/ comprar algumas lembrancinhas, potes de doces e camisetas com o Lobisomem, tamanha foi a choradeira que eu acabei cedendo e lá se foi meu limite do cartão de crédito.
Na volta para casa demos sorte, a estrada estava vazia até próximo de Bragança Paulista, somente pegando trânsito próximo da Rod. Dom Pedro, por conta da volta do feriado. Foi um excelente passeio, que pretendo retornar mais vezes para acampar, foi legal ver que as crianças encararam numa boa as dificuldades que apareceram e contornaram qualquer situação sempre com um sorriso estampado no rosto, isso me faz crer que logo termos outras aventuras com a velha barraca canadense.

Um abraço.
Família Costa.

sábado, 26 de maio de 2012

CAMPING DO ZÉ ROQUE (PARTE 2)

 O dia amanheceu ensolarado, acordamos com o Peru atrás da barraca e fazendo seus "Glu-glus". Café da manha tomado, crianças entusiasmadas e energizadas para aventura. Logo saindo do camping do Zé Roque, as crianças ficaram loucas de vontade para andar nos pedalinhos, conseguimos "negociar" e seguir caminhada, pouco mais a frente nova descoberta, a casinha do Tarzan e os balanços, nessa não teve "negociação", paradinha de 30´minutos até as crianças enjoarem dos brinquedos. Retomada rumo a cachoeira, antes mesmo de pegar o calçadão que dá acesso a cachoeira nos deparamos com o pessoal do boiá-cross, ou como os campistas do Zé Roque apelidaram "enrosca bóia", já que no caminho do rio haviam muitas pedras, os aventureiros das bóias na maioria do caminho tinham que descer p/ desenrosca-las. Mesmo assim fiquei com vontade de me aventurar, mas por receio das crianças se machucarem nas pedras, a idéia foi descartada.   
 A cachoeira fica aproximadamente uns 10 minutos de caminhada do camping,  a estradinha que dá acesso até a praça comercial antes da trilha da cachoeira é de calçamento, não se tem acesso de carros até lá o que torna a caminhada mais tranquila, segura e agradável, ainda mais p/ quem tem crianças e não precisa ficar dividindo espaço com os carro. Para quem vai de carro, tem um estacionamento logo no começo do calçadão.  A praça comercial antes da trilha tem lojinhas de lembranças e alguns restaurantes, todos com preços justos e comida farta. 

 Ao entrar na trilha da cachoeira, logo de cara nos deparamos com uma bela morena, de biquine deitada sobre as pedras fazendo pose enquanto sua amiga batia algumas fotos. Assim como eu, vários outros marmanjos barbados tentando resistir de NÃO olhar, enquanto nossas esposas fiscalizavam para que lado iam nossos olhos, sob pena de advertência, multa e repreensão. Algumas esposas que ali estavam, incomodadas como o exibicionismo da bela morena, tentavam apressar o passo da caminhada, algumas até mesmo puxando seus maridos pelo braço. Para não dar B.O. com minha esposa, preferi não registrar esse fato com fotos, mas mesmo eu tentando não olhar, o pequeno Dudu no meu colo, virou minha cabeça na direção da morena, apontou e disse "-Papai, bunda, bunda...".

 Na trilha existem várias pontes de madeira sobre o curso das águas que cortaram o terreno em várias pequenas ilhas, tornado um espetáculo de paisagens, o lugar é super conservado e existem várias placas orientando o turista a não jogar lixo e manter a conservação da natureza. É PROIBIDO entrar na trilha com comida, latinhas de refrigerante, cerveja ou garrafas descartáveis, PROIBIDO também, acampar, acender churrasqueira ou fogueiras na área de conservação.

 A corredeira é rasa, água bem gelada e de coloração acastanhada devido ao desgaste das pedras e seus minerais. Água limpa que dá vontade de beber, pelo menos meu Duduzinho tomou bastante entre uma advertência e outra, e até o presente momento nenhuma consequência ou sequela disso. As crianças se divertiram bastante em brincar na corredeira.







 Eu mesmo não pude resistir, e acabei entrando na água também. O lugar é encantador, com facilidade no caminhar você perde a noção de tempo. Cada cantinho que você olha vai encontrar algo que te chame atenção e te prender nos detalhes. O som da água correndo, som da cachoeira mais ao fundo, os pássaros cantando, o vento balançando a copa das árvores e o cheiro do mato e da água.
 Uma verdadeira terapia para aqueles que assim como eu vivem o estresse diário da cidade do trânsito e de passar o dia todo no escritório em frente a um computador por incansáveis horas.











 Tentamos chegar o mais próximo possível da cachoeira, logo no inicio da subida das pedras encontramos uma certa dificuldade, não que fosse difícil, até mesmo porque eu e minha esposa já fizemos até rapel em cachoeira (Brotas), mas por conta das crianças, os pequenos não conseguiram escalar algumas pedras, minha filha Isa, chegou até mesmo ralar o joelho num escorregão, mesmo assim não perdeu a esportiva e encarou o desafio. 



 Meu pequeno Dudu queria seguir mais adiante, ficava apontando em direção a cachoeira e mandando eu ir alem. Numa futura aventura, com ele um pouco maior, eu vou tentar tomar um banho no pé da cachoeira, descarregar o estresse acumulado. Sentir essa força e beleza da natureza, quem sabe até mesmo fazer um rapel. Alias não vi ninguém praticando essa modalidade por ali, talvez nesse dia não tivesse nenhum grupo.




 A hora de almoço aproximava, de longe já dava p/ sentir o cheiro que vinha dos fogões a lenha dos restaurantes, a fome bateu, dava p/ ouvir o barulho do estômago gritando, nessa hora, a caminhada foi apressada, por um lado eu e minha esposa acelerando p/ chegar ao restaurante, do outro as crianças tentando desacelerar p/ brincar um pouco mais na trilha e deslumbrados com cada descoberta que faziam, das teias de aranhas, dos insetos e dos animais que achávamos pelo caminho e nas árvores. Quando chegamos na praça, ficamos perdidos, em qual restaurante ir, todos eram bons, de todos os lados vinham os aromas da boa comida misturada com o cheiro da lenha queimando, ainda mais p/ gente que na noite anterior havíamos passado com salsicha, almondegas e macarrão empapado.

 Decidimos pelo "Restaurante Cachoeira", esse cabe no conceito (3B-bom, bonito e barato), logo que entramos, perguntamos se aceitava cartão.
NÃO ACEITA NENHUM TIPO DE CARTÃO.
 Poderia ser um ponto negativo, mas esse restaurante, alem do conceito (3B), se enquadra no também no conceito CAMARADA, ponto mais que positivo. O gerente nos deu a opção de depositarmos na conta do restaurante ou pagar no dia seguinte, optei na segunda opção, honrando o compromisso no dia seguinte.

 A comida é de primeira, tem um fogão a lenha gigante, com diversas opções de comidas, misturas, saladas e sobremesas. Comida sempre quente, e mal as panelas estavam na metade, já aparecia alguem da cozinha com outra cheia. O atendimento rápido com garçons de uma simpatia enorme, nota 10 com louvor. De tão boa a comida, perdi os modos e a educação,  fiz um prato gigante, daqueles tipo "montanha", Não consegui colocar tudo que gostava no prato, tive que dar uma segunda viagem no fogão.  Meu Duduzinho me acompanhou nos pratos "monstros" e comeu até estufar a barriga.



 Saindo do restaurante, vimos uma agitação de pessoas, era uma turma brincando no "TIBUM", não deu p/ resistir, tive que colocar minha esposa lá debaixo (contra a vontade dela é claro).





 Um brinquedo simples e super bem bolado, é uma gruta de pedras, dentro dela tem uma canaleta e logo acima fica um tambor preso por uma cinta de metal pouco abaixo da metade, no fundo um pequeno peso p/ quando tiver vazio voltar a posição de pé, esse tambor é abastecido de água de uma mina encanada, quando cheio o tambor desequilibra, vira e desce uma enchurrada de agua em cima de quem tiver embaixo. é uma ótima idéia p/ tirar ressaca ou p/ dar uma acordada depois de um almoço tão bom.

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 Voltando ao camping do Zé Roque, as crianças relembraram da "negociação" sobre o pedalinho, e ficaram o caminho todo cobrando, não tive como escapar, promessa feita tem de ser comprida. Ainda mais quando as crianças se comportaram tão bem.   Alem do mais, foi ótimo p/ ajudar na digestão, de tão cheio, o estomago lotado me incomodava durante a caminhada.
 

 Chegando ao camping do Zé Roque, criançada indo tomar um bom banho quente no delicioso chuveiro aquecido no fogão a lenha, hora da naninha da tarde, soninho sagrado p/ repor as energias, e dar um tempinho p/ os pais conversarem e planejar o passeio da noite.

-Informações básicas:

Restaurante Cachoeira: 18,00/pessoa, crianças até 5 anos não pagam. Não aceitam nenhum tipo de cartão.

 

Enquanto as crianças dormem, os pais ficam brincando com a câmera fotográfica.

Um abraço.
Família costa.